Por Redação Link – O Estado de S.Paulo
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra o Uber, que tem utilizado, desde 2014, um software secreto, chamado Greyball, para supostamente enganar as autoridades e escapar de fiscalização em cidades onde está ou esteve ilegal em todo o mundo. A ferramenta permitia ao Uber funcionar com o que era, essencialmente, uma versão falsa de seu aplicativo.
Segundo reportagens do Washington Post e The New York Times, publicadas nesta quinta-feira, 4, a investigação está no começo, mas aprofunda a crise para a empresa e para o chefe-executivo e fundador da companhia, Travis Kalanick, que enfrentou repercussões negativas diante da imprensa há pouco mais de dois meses quando surgiram denúncias de assédio sexual ocorrido na empresa.
O inquérito federal foi divulgado em uma auditoria de transporte conduzida pela cidade de Portland, Oregon, publicado nesta semana. Na auditoria, funcionários de Portland disseram que foram notificados pelo procurador do distrito norte da Califórnia sobre a existência do inquérito. A cidade de Portland disse que estava cooperando com o inquérito.
A agência Reuters relatou nesta quinta que a natureza do inquérito era uma investigação criminal. O procurador conduz, geralmente, investigações criminais, e algumas das leis que o Uber pode ter quebrado implicam em penalidades criminais.
Em uma carta de 21 de abril para a cidade de Portland, que estava inclusa na auditoria, o Uber disse que não usa o programa na cidade desde abril de 2015. Tanto o Uber como o Departamento de Justiça se recusaram a comentar o caso atual.
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