Governo quer limitar desconto na conta de luz das famílias pobres - Georgino Avelino Notícias

Georgino Avelino Notícias

Há 9 anos levando informação

Image and video hosting by TinyPic

Post Top Ad

Image and video hosting by TinyPic

Governo quer limitar desconto na conta de luz das famílias pobres

Compartilhe essa notícias
     Resultado de imagem para CONTA DE ENERGIA
governo federal quer limitar a tarifa social de energia elétrica, que dá descontos na conta de luz das famílias de baixa renda do país. A proposta faz parte de um pacote para reduzir os subsídios incluídos na tarifa dos consumidores de energia – que são cobrados por meio da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).


As medidas estão em uma consulta pública aberta na sexta (4) pelo Ministério de Minas e Energia. As propostas serão recebidas até 23 de abril. Os subsídios, porém, não se restringem às famílias pobres.
Há também descontos para a compra de carvão mineral, (usado em usinas termelétricas), para produtores rurais, companhias de água e esgoto, indústrias de energias renováveis, para a compra de combustível de usinas na região Norte, entre outros.
A conta consumiu R$ 14,9 bilhões no ano passado, em valores ainda estimados. A ideia é que todos sofram cortes, mas ainda não está claro qual será a redução para todos esses segmentos.
No caso dos subsídios à compra de carvão, por exemplo, a proposta não prevê nenhuma alteração. Em relação aos benefícios dados à indústria de energia renovável e aos produtores rurais, ainda não há uma sugestão – as propostas serão colhidas na consulta pública, da qual deverão participar os setores beneficiados.

Em relação às famílias de baixa renda, o governo já calculou qual deverá ser a redução: R$ 800 milhões por ano. Em 2017, foram quase R$ 2,5 bilhões de desconto a famílias pobres. A ideia é limitar o benefício às famílias inscritas no programa Bolsa Família, restringindo o número de beneficiários a 65% do atual, e instituir um teto de desconto de R$ 22 por mês.
Neste ano, o orçamento para a CDE é de R$ 18,8 bilhões -valor 17,8% maior que o do ano passado. Os gastos crescentes com a conta preocupam o setor. “Houve uma série de penduricalhos que foram se aderindo à conta de luz e hoje ainda há dezenas de projetos de lei criando subsídios adicionais. Esses encargos afetam mais as classes de menor renda, porque é para elas que a conta de luz pesa mais no orçamento mensal”, afirma Claudio Salles, presidente do Instituto Acende Brasil.
Para Joísa Dutra, professora FGV e ex-diretora da Aneel (órgão regulador do setor elétrico), é imperativo que o processo de revisão da CDE dê mais transparência à conta. “Esse processo deveria passar por uma simplificação dos encargos. Hoje, é difícil acompanhar o que está incluso na conta de luz do consumidor.”


Post Bottom Ad

Image and video hosting by TinyPic